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8 Dicas para realizar uma entrevista em profundidade

Ontem estava conversando com uma colega de profissão e estávamos debatendo a qualidade das entrevistas em profundidade realizadas por alguns profissionais. Neste mercado de pesquisa nós temos contatos com diversos colegas, fazemos parte de equipes diferentes, analisamos bastante conteúdo, portanto, temos a chance de conhecer o trabalho de diversas pessoas. Um dos aspectos que me chama a atenção é a ansiedade de alguns entrevistadores. Quando entrevistamos participantes que falam pouco, a ansiedade tende a aumentar. Com isso, o entrevistador tende a dar alternativas de respostas para o entrevistado, fazer perguntas fechadas, fazer várias perguntas numa mesma pergunta, falar mais que o entrevistado e ficar muito preso ao roteiro, transformando-o num questionário. Tudo isso pode prejudicar os resultados da análise uma vez que o entrevistador exerce grande influência nas respostas e pode deixar a entrevista cansativa.

Pensando nisto, listei algumas dicas que podem auxiliar na hora de fazer uma entrevista em profundidade, principalmente para aqueles que estão iniciando:

1- Ter um bom roteiro: o roteiro precisa ser objetivo, com perguntas-chaves abertas e tem que oferecer espaço para o entrevistado explorar os conteúdos das respostas dos participantes. O roteiro tem que conter a ideia central do que se quer investigar e não uma grande quantidade de perguntas que deixa o entrevistador perdido e ansioso. Com isso, o roteiro se transformará em um questionário e a entrevista ficará repetitiva, demorada e cansativa. É muito importante estudar o roteiro antes das entrevistas.

2- Check list: fazer um check list de todo material necessário para as entrevistas e deixá-lo organizado um dia antes para não haver imprevistos.

3- Confirmar as entrevistas: confirmar as entrevistas antes de se deslocar, confirmar endereço e sempre ter em mãos um telefone de contato do entrevistado.

4- Tempo: entrevistas muito longas tendem a deixar o participante cansado, inquieto, fazendo com que ele perca a qualidade das respostas. Geralmente os assuntos mais importantes estão do meio para o final do roteiro. Portanto, se for muito demorada, quando nós chegarmos nestes assuntos centrais o entrevistado estará sem paciência para responder. O ideal de tempo fica em torno de 40min a 1h30 de entrevista. Quando a entrevista é realizada no local de trabalho do participante, ele tende a apressar ainda mais as respostas e a qualidade pode ficar prejudicada, logo, é importante ter ainda mais atenção ao tempo, nestes casos.

5- Perguntas abertas e fechadas: quanto mais perguntas abertas forem feitas, melhor. Desta forma o entrevistado terá mais autonomia de resposta e podemos colher materiais ricos para análise. Quando fazemos perguntas fechadas, nós estamos conduzindo as respostas. Por exemplo, se eu perguntar se o dia está quente ou frio, eu terei essas duas opções de respostas. Diferente se eu perguntar como está o dia, a pessoa terá mais opções de respostas e o entrevistador terá mais opções para aprofundar.

6- Fazer uma pergunta por vez: é preciso ter cuidado para perguntar uma coisa de cada vez, assim o participante ficará menos confuso. É comum ver várias perguntas numa só. Exemplo: Como você conheceu essa marca, o que achou dela e o que você acha da sua logomarca? O entrevistado pode resumir muito a resposta e esquecer algum ponto da pergunta. É melhor explorar um ponto por vez.

7- Controlar a ansiedade: o silêncio deixa muitas pessoas ansiosa. Então, aqueles participantes que falam pouco costumam deixar os entrevistadores ansiosos, fazendo com que eles comecem a dar opções de respostas para o entrevistado. Isto acontece com muita frequência e não só quando estamos diante de participantes monossilábicos. Quando lemos uma transcrição, podemos observar bem isso. Temos que ter muito cuidado pois desta forma estamos induzindo as respostas e a análise pode ficar tendenciosa. Além disso, é preciso paciência com os entrevistados prolixos e ficar atento para não perder muito tempo da entrevista com assuntos fora do objetivo da pesquisa. Com delicadeza, devemos conduzir o entrevistado de volta para o assunto foco.

8- Ambiente da entrevista: sempre que possível, buscar ambientes tranquilos e com pouco interferência para não distrair o entrevistado e a qualidade do áudio ou filmagem, se forem feitas, serem preservadas.

Boa entrevista!!!

Mariana Ferreira  - Diretora da FTM Pesquisa

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Os limites da Pesquisa de Mercado – como ficam a ética e a privacidade em alguns casos?

Eu estava lendo a revista Super Interessante de fevereiro e me deparei com uma reportagem ao mesmo tempo curiosa, porém preocupante. Falava sobre um experimento realizado na Califórnia – EUA. Vou resumir: o marqueteiro Martin Lindstrom selecionou uma família entre 1,5 mil candidatos para se infiltrar numa vizinhança de classe alta em Laguna Beach – Califórnia. O casal e seus 3 filhos adolescentes se mudaram para uma casa durante 4 meses e sua missão era persuadir os novos vizinhos a comprar uma série de produtos, de desodorante à vodka. Como eles fizeram isso?

A casa da família foi toda adaptada com 35 câmeras, 17 microfones e uma ilha de edição. Os “impostores” passaram a oferecer churrascos, brunchs e jantares para os vizinhos com o objetivo de se integrarem, formar vínculos e divulgar alguns produtos. Exemplo: a mãe da família estava com um bracelete que chamou a atenção das vizinhas, num encontro trivial, e ela contou qual era a marca, onde tinha comprado e que era possível customizar as peças pela internet. Duas semanas depois, as câmeras escondidas flagraram as vizinhas usando as tais joias. No colégio, um dos filhos divulgou um desodorante com cheiro de parafina enquanto usava o produto. As sugestões tiveram efeito viral. A família fez cerca de 200 amizades e um terço desses amigos passou a recomendar as marcas que conheceu. Eles conseguiram convencer cada um a comprar, em média, 3 produtos. Este “reality show” teve um investimento alto, custou 3 milhões de dólares. Essa modalidade é chamada de Stealth Marketing (marketing disfarçado, invisível), o agente de vendas nunca se identifica como tal.

O experimento é bastante curioso, foi possível ver claramente o poder da propaganda boca-a-boca. Porém, me assusta a ousadia e a falta de ética de expor pessoas a situações que elas estão sendo filmadas e persuadidas sem ao menos notar, sem ter autorizado e sem ter o poder de escolha de participar ou não. Fico pensando o que eu faria se descobrisse que eu fui manipulada por falsos vizinhos durante 4 meses! Quando a encenação foi revelada, Lindstrom disse que os vizinhos não se revoltaram, não se sentiram enganados. Dificilmente ele falaria algo diferente.

Eu me pergunto, até onde o profissional de pesquisa de mercado pode ir, sem cruzar os limites da ética e da privacidade?

Mariana Ferreira – Diretora da FTM Pesquisa

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Curiosidades de Paris

Estava eu passeando em Paris em dezembro de 2011 quando me deparei com duas situações interessantes no Bairro Montmartre e gostaria de dividir com vocês.

Estava subindo uma das muitas ruas simpáticas do bairro e me deparei com esta exposição de arte ao ar livre que eu achei muito interessante. Ela estava ali, disponível para quem quisesse apreciar, deixando a rua ainda mais bonita.

Outra situação foi um francês que estava abastecendo o seu carro elétrico num dos postos disponíveis próximo ao Moulin Rouge. Quando será que iremos presenciar uma cena destas no Brasil? Espero que em breve!


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What`s New – Fórum de tendências em Tecnologia e Varejo

Dia 30/01/2012 a empresa Reali promoveu um evento muito legal em Porto Alegre chamado What`s New, em que a Thais Reali trouxe informações sobre as suas participações na CES 2012 (Consumer Eletronics Show) em Los Angeles e a NRF 2012 – Retail`s Big Show que ocorreu em Nova York.

A FTM estava lá para conhecer as tendências do mercado.

A Thais mostrou como a tecnologia está cada vez mais integrando diferentes canais para atingir o consumidor e se fazer presente. Ela trouxe exemplos de ações da Ralph Lauren como projeções de propagandas em prédios, guia de estilos, stands de lojas virtuais em eventos importantes, vitrines 24h sensíveis ao toque para o consumidor ver a coleção mesmo que a loja esteja fechada, uso de QR code, plataforma para os clientes criarem suas camisetas online, entre outras iniciativas. Claro que estamos falando de uma marca de grande expressão no mercado mundial e que possui recursos para investimentos deste porte. Porém, contrastando com este exemplo, está a loja Lululemon em NY, especializada em roupas para prática de Yoga, que investe em outras formas de comunicação, também atraentes para o seu consumidor, mas em menor escala. A Lululemon possui quadros negros com mensagens em giz colorido, divertidos e bonitos, onde eles divulgam uma série de informações e os clientes podem deixar feedbacks para loja como algo que eles gostaram ou de produtos que não encontraram. Também possuem um quadro onde constam os contatos de vários eventos e profissionais ligados a proposta da loja para que o consumidor acesse e contate. O visual merchandising da loja foi bem trabalhado para que seja fácil encontrar o que se procura, favorecendo uma boa experiência de compra, além de ser um ambiente colorido e divertido.

Esses exemplos contrastantes mostraram que é possível inovar, independente da verba disponível. Em Porto Alegre também temos exemplos de inovação e bom visual merchandising. Há uma floricultura na zona sul da cidade que possui um café, onde é possível degustar comidinhas gostosas em meio a um ambiente muito florido, agradável e bonito.

Outro ponto que me chamou bastante a atenção no Fórum foi a valorização do fator humano que os palestrantes dos eventos trouxeram. A tecnologia está mais democrática, o acesso está cada dia mais facilitado, logo o diferencial voltou a ser as pessoas. Não adianta o consumidor entrar em uma loja super tecnológica se o atendente não prestar um bom atendimento. Não adianta um restaurante ter um ambiente bonito, confortável, com um Chef competente e dispor dos melhores recursos, se o garçon tirar os pedidos errado, for antipático, não ficar atento ao salão e deixar o teu prato esfriando no balcão ao invés de trazê-lo rapidamente.

As pessoas são complexas, elas precisam ser orientadas, valorizadas, respeitadas e treinadas. O investimento das empresas também devem contemplar seus colaboradores. O cliente externo precisa estar no foco das organizações sim, mas nunca podemos esquecer dos clientes internos, os colaboradores, eles fazem a máquina funcionar.

Mariana Ferreira – Diretora da FTM Pesquisa

 

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Kodak – Problemas de adaptação


A Kodak, a empresa pioneira do ramo de fotografia, não resistiu a evolução tecnológica. A empresa falhou no seu processo de adaptação e na manhã de hoje, 19/01/12, pediu concordata.

Segundo o jornal Zero Hora, a empresa de 131 anos luta há décadas para lidar com a concorrência emergente no segmento fotográfico, o que se acentuou com o surgimento da tecnologia digital. Porém, sua cartada final — uma tentativa de se transformar em uma empresa que vende impressoras — revelou-se algo demasiadamente caro em meio às vendas em declínio do filme fotográfico e às caras obrigações pagas aos funcionários aposentados.

O pedido de concordata é um revés para o presidente executivo, o espanhol Antonio Perez, que assumiu o cargo de executivo-chefe da Kodak em 2005. Ele havia trabalhado por 25 anos na Hewlett-Packard Co., ajudando a contabilizar mais de US$ 7 bilhões em valor de mercado para a HP. Na Kodak, contudo, não conseguiu repetir o feito.

Incertezas sobre a estratégia utilizada por Perez para tentar levantar o setor de impressoras da empresa levanta questões sobre o destino dos cerca de 19 mil funcionários da companhia. A operação também representa riscos para os aposentados da Kodak, dando margens à possibilidade de a empresa tentar fugir de suas obrigações sobre as pensões e a assistência médica dos trabalhadores perante o Tribunal.

A empresa, que entrou com o pedido de concordata no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, disse que obteve US$ 950 milhões em financiamento do Citigroup e que continuará a operar seus negócios.

Eu fico pensando, mesmo que o financiamento ajude, quais serão as estratégias que a empresa adotará para que esse dinheiro não seja somente uma medida paliativa?

Mariana Ferreira – Diretora da FTM Pesquisa

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Focus group nas propagandas

A metodologia focus group está cada dia mais conhecida. Prova disso é a sua utilização como tema de propaganda.

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O insight e a Pesquisa de Mercado

 

Eu tenho visto a palavra insight cada vez mais relacionada com Pesquisa de Mercado. Na Psicologia, ela sempre foi muito usada, significando “súbita percepção da solução de um problema ou dificuldade” ou segundo alguns autores psicanalíticos “a identificação simultânea do padrão de comportamento característico em determinadas situações, somadas à compreensão dos motivos por que foram e são usados do modo que foram e são”. E o que isso tem a ver com Pesquisa de Mercado? Tudo!

A pesquisa de mercado é uma ferramenta utilizada para captar informações e conhecimentos que irão ajudar a entender o consumo, o comportamento e o mercado, de maneira a obter insights. Portanto, quanto mais insights (dar-se conta de) tivermos ao fazer a análise do material obtido através da pesquisa, mais rico será o resultado.

Porém, ter insights nem sempre é uma tarefa fácil. É preciso um olhar muito atento às entrelinhas das informações obtidas. Por exemplo, quando fazemos uma entrevista em profundidade (EP), a informação não está somente na fala do entrevistado, mas também na sua linguagem corporal. Além disso, é preciso estar atento às contradições do entrevistado, uma vez que eles tendem a racionalizar o que respondem, mas muitas vezes eles deixam brechas ou cometem atos falhos que permitem que consigamos aprofundar e compreender o conteúdo. Através de técnicas de entrevistas, um olhar treinado e um bom roteiro, é possível fazer EPs de qualidade. O mesmo ocorre nos grupos de discussão ou focus group. É preciso perceber os movimentos que o grupo faz e o moderador precisa permitir que os papéis circulem entre os participantes para o conteúdo ser mais rico.  Caso contrário, pode acontecer de uma pessoa monopolizar o assunto ou até mesmo influenciar muito o grupo, comprometendo a qualidade do conteúdo trazido.

Quanto maior for a qualidade dos conteúdos obtidos através das diferentes metodologias de pesquisa, maior será a possibilidade de ter insights. E são os insights do pesquisador e da equipe que construirão a análise e os resultados do trabalho.

Você já teve um insight hoje?

Mariana Faria Ferreira - Psicóloga - Diretora da FTM Pesquisa

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A marca Coca-Cola merece o valor que tem!

Dia 10/11/2011, fui assistir à palestra do Jonathan Mildenhall, Vice-presidente Global de Marketing Estratégico e Comunicação Criativa da Coca-Cola na Semana ARP da Comunicação que aconteceu no Sheraton, em Porto Alegre. Depois dele resumir a estratégia da Coca-Cola em 10 capítulos e apresentar algumas campanhas, concluí que a marca merece ter a força que tem.

Jonathan começou falando sobre cases de sucesso que eles estudam para continuar crescendo no mercado. São eles: Apple, Google, Nike, Madonna, entre outros. Se pensarmos, eles não são concorrentes diretos, longe disso, mas eles estabelecem com o consumidor uma relação e uma comunicação que a Coca-Cola deseja. Várias estratégias podem ser adaptadas para diferentes mercados. Para isso, o nosso pensamento deve estar fora da caixa.

Ele falou bastante sobre como se comunicar com as pessoas. Num dos capítulos ele comenta sobre a preocupação que a marca tem de contar histórias que façam sentido. Ele diz que cada história contada tem que ter valor e significado na vida das pessoas para que haja engajamento com a marca. Eu, como Psicóloga que sou, também entendo engajamento como identificação. As pessoas precisam se identificar com aquilo que estão vendo ou ouvindo, para assim dar significado, gerando motivação para que a atenção seja focada. Esta identificação fortalece o vínculo com a marca. Se pensarmos nas campanhas da Coca-Cola, mesmo que sejam feitas em diferentes países, elas captam sentimentos e valores que permeiam diferentes culturas como felicidade, comunicação, companheirismo e relacionamentos. É fácil se identificar com a forma que a Coca-Cola se comunica com a gente.

Outro capítulo que me chamou a atenção foi sobre Pesquisa de Mercado. A Pesquisa fundamenta as estratégias da Coca-Cola, ganhando um merecido destaque. Ele falou que além deles fazerem pré-testes de campanhas, eles também se preocupam em eliminar, através dos resultados das pesquisas, qualquer processo que evapore a “liquid idea”, ou seja, prejudique o que a companhia acredita. Jonathan complementa dizendo que “as pesquisas ajudam a expandir o potencial de oportunidades e ideias criativas”. E pensar que existem executivos que ainda não acreditam nos resultados positivos  e nos impactos que a Pesquisa de Mercado pode gerar. Será que se eles ouvissem isso do Vice-Presidente Global de Marketing de uma das marcas mais valiosas do Planeta eles mudariam de ideia? Segue um trecho da mesma apresentação que Jonathan fez em Cannes este ano.

Vídeo

 

Mariana Faria Ferreira - Psicóloga - Diretora da FTM Pesquisa

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Cliente oculto – uma ferramenta a serviço da estratégia da empresa

O Cliente Oculto é uma ferramenta que vem ganhando cada vez mais espaço como aliada da estratégia das empresas. Trata-se de um serviço que, se bem explorado e bem conduzido, traz uma ótima visão da empresa pelo ponto de vista do cliente. Vários aspectos são avaliados pelo “cliente oculto” ou também chamado “cliente misterioso”. Com o material em mãos, a empresa irá estudar melhorias e estratégias para o contínuo desenvolvimento do negócio. Abaixo segue a experiência bem sucedida da Academia Contours, relatado no site www.mundodomarketing.com.br . Esta iniciativa vale à pena ser copiada!

Ferramenta possibilita melhor compreensão no setor de franquias
As companhias do setor de franquias estão utilizando o cliente oculto como forma de avaliar os seus franqueados e identificar possíveis problemas. A rede de academias para mulheres Contours já investia na ferramenta de forma autônoma, sem a contratação de uma agência. A avaliação consistia na visita de uma consultora de campo, que verificava os processos realizados na jornada da consumidora ao procurar os serviços da empresa.

“Muitas vezes o fato de não ser um cliente verdadeiramente oculto dificultava a busca dos resultados reais. Por isso passamos a contratar os serviços de uma agência, que pudesse trazer uma opinião de fora da empresa para avaliar nosso atendimento. Um dos grandes desafios no setor de franquia é relatar ao franqueado o seu desempenho e, ao trazer uma avaliação de alguém exterior a estes processos, é mais fácil compreender seus pontos fortes e fracos”, acredita Cassiano Ximenes, Franqueador Máster da Contours, em entrevista ao portal.

A avaliação, iniciada em janeiro deste ano, durou seis meses e envolvia o tempo de espera no telefone e respostas dos e-mails, as aulas experimentais e a capacidade dos professores de atender a alunas. Em seguida, foi oferecida uma promoção de 15 dias com sessões grátis, criada especialmente para a cliente oculta. Após o término da quinzena, as atendentes da Contours foram testadas na capacidade de converter a possível cliente em aluna da academia, sugerindo o melhor plano para a consumidora. Finalizando este processo, a cliente oculta deixava uma reclamação na caixa de sugestões, com o objetivo de verificar tanto o tempo de resposta como o pós-venda.